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Rali de Santa Cruz: Continua o domínio dos Irmãos Nóbrega no Troféu Yaris Ecobasalto 2012

Marco e Hélder Nóbrega a comemorar mais uma vitória no Troféu Yaris Ecobasalto no Rali de Santa Cruz 2012 (Foto: Felisberto Nóbrega)

Apesar de toda a concorrência estar cada vez mais rápida, Marco Nóbrega e Hélder Nóbrega não deram grandes hipóteses em dominaram de início ao fim o Rali de Santa Cruz, a 3ª prova do Campeonato de Ralis “Coral”.

A jovem dupla colocou-se na frente logo no arranque da prova e foi gradualmente aumentando a sua vantagem para os seus perseguidores, fazendo valer toda a sua experiência e conhecimento do carro japonês. A segunda vitória desta temporada acabou por sorrir sem grandes dificuldades e com uma vantagem bastante confortante de 28 segundos. Além da vitória na prova, a dupla de irmãos conseguiu também a vitória na Power-Stage, a super-especial disputada na vila de Santa Cruz. As lutas situaram-se nas posições seguintes e foram Ricardo Freitas e Ricardo Gonçalves a assumir a vontade de conquistar os lugares do pódio.

Começou mais forte Ricardo Gonçalves, que vinha motivado do bom resultado conquistado no Rali da Calheta, mas viu o seu opositor lhe ultrapassar após a 4ª especial, acabando assim por ser renegado para o 3º lugar. Até ao final da prova, ou seja, ao longo das restantes 5 especiais, foi um autêntico esgrimir de argumentos entre ambas as equipas, o que ainda assim não alterou a classificação. Ricardo Freitas foi segundo classificado e o 2º mais rápido em termos de Power-Stage, tendo ficado a escassas duas décimas dos vencedores, e Ricardo Gonçalves o terceiro classificado e o 3º mais rápido na última especial, o que valeram pontos preciosos a ambos. Gonçalo Freitas foi o quarto classificado final e viu no Toyota Yaris o seu principal opositor…Apesar de todo o esforço feito nos dias que antecederam a prova, a dupla não conseguiu resolver os problemas de caixa de velocidades e acabou por se atrasar diversas vezes à conta desse mesmo problema. Inclusive disputaram toda a super-especial em 2ª velocidade, o que os fez perder mais de 1 minuto para os mais rápidos.

Ainda assim terminar a prova e conquistar mais alguns pontos acabam por tornar a prova organizada pelo Automóvel Clube Concelho de Santa Cruz um rali positivo. Daniel Capelo foi o 5º classificado final desta competição, depois de uma luta muito gira de se seguir com Vítor Neves, que só terminou após penalização deste último. Na fase inicial da prova foram alternando a posição de mais veloz nos troços e isso motivou algumas trocas também em termos de classificação geral. Ainda assim, a penalização de 1 minuto sofrida na ponta final da prova acabou por retirar quaisquer hipóteses ao jovem piloto Vítor Neves de seguir na luta pelo quinto posto e se contentar com o 6º e último lugar no Troféu Yaris Ecobasalto. Penalizante foi também o facto de esta ter sido a primeira prova após o acidente sofrido no Rali da Calheta, pois muitas hesitações acabaram por ser importantes segundos perdidos face à demais concorrência. Esperam-se melhorias no Rali do Marítimo por parte de Vítor Neves e Válter Serrão. Nesta prova há a registar o abandono de Luís Freitas e Ricardo Ferreira, a dupla sentiu problemas de arrefecimento na sua viatura e acabou por abandonar a prova santa-cruzense. Fique abaixo com o balanço da prova para as 7 equipas que a disputaram:

Marco Nóbrega – “O balanço do II Rali Município de Santa Cruz é sem dúvida extremamente positivo, conseguimos o resultado que ambicionávamos, vencer o rali e vencer a power-stage. Uma vez mais começamos o rali da melhor forma, vencemos as 4 primeiras pec’s e no primeiro reagrupamento dispúnhamos de alguma vantagem que nos permitia respirar um pouco, na parte da tarde mantivemos um andamento rápido pois a luta titânica que se desenrolava logo atrás não permitia sequer pensar em abrandar o ritmo. Na penúltima especial tivemos um problema com um calço de travão que se descolou e tivemos de substituir os travões para a power-stage, esta situação deixou-nos algo apreensivos, pois fazer a última especial com travões por fazer cama, com a luta acesa que havia entre os Ricardos e com a importância que tinham os pontos extra, não seria nada fácil. Foi uma especial de loucos, tivemos de a fazer de faca nos dentes, sem pensar nos travões e no final vencemos a powerstage por escassas 2 décimas, o que tornou este rali espetacular a todos os níveis. Queremos dar os parabéns aos nossos colegas de troféu que terminaram esta prova e uma força para aqueles que infelizmente tiveram de abandonar. Aproveitamos para agradecer a todos os nossos patrocinadores, à nossa equipa e à nossa família pois sem eles não andaríamos neste desporto com certeza.”.

Ricardo Freitas – “O balanço deste rali é positivo pois imprimimos um andamento mais rápido a partir da 3.ª prova especial (PE), e conseguimos manter o 2.º lugar, a partir daí, até à 9.ª e última PE, numa luta muito interessante com a dupla Ricardo Gonçalves/Artur França. Em termos estatísticos fizemos seis 2.º, dois 3.º (2.ª e 7.ª PE) e um 4.º lugar (1.ª PE) no Troféu, e 60% (16,4s) da nossa diferença (28,0s) para o vencedor foi perdida nas duas primeiras PE, pelo que na próxima prova temos que começar a todo o gás desde o início do Rali. Fizemos a power-stage de forma rápida e limpa, no entanto, uma enorme derrapagem na travagem para o início da descida junto ao Tribunal, motivada pela baixa temperatura dos pneus, custou-nos a vitória, dado que terminamos a 0,2s do vencedor. Parabéns à dupla Marco Nóbrega/Hélder Nóbrega pela merecida vitória no Troféu e na power-stage. Quero felicitar toda a equipa de assistência pelo excelente trabalho realizado ao longo de toda a prova.”

Ricardo Gonçalves – “A tranquilidade que a equipa apresentava para a prova e que é seu apanágio, cedo se transformou em alguns sobressaltos que fizeram com que a normal concentração fosse suplantada por aspetos que levaram a uma anormal intranquilidade no início da prova. Primeiramente pela cedência de um dos fechos do capot, já na parte final do primeiro parque de assistência, depois por uma anormal eficácia na travagem que se verificou aquando do início da primeira especial, a um piloto menos concentrado e focado como é seu apanágio, fruto de todos estes “condimentos”. Mas já diz a sabedoria popular, “maus começos, bons acabamentos” e assim foi, a equipa, efetivamente teve um menos bom início de prova e só se reencontrou na parte final da mesma, já decorria a 2ª secção da prova, apresentando aí sim argumentos para outro resultado final, contudo, era tarde para poder aspirar a uma melhor classificação. Sendo de referir o grande ritmo imposto pelos vencedores, irmãos Nóbrega, assim como, pelo Ricardo Freitas/Valdemiro Garcês, que souberam e muito bem, defender a posição alcançada, da recuperação que intentamos. As dificuldades na travagem condicionaram e de que maneira os cronos da equipa, mas foram também ajudadas por um piloto menos confiante, em face dessas circunstâncias e somente após alguns quilómetros mais na 2ª secção e corrigidas as maleitas mecânicas, é que a confiança na performance da viatura permitiu, fruto do incentivo e apoio do co-piloto realizar cronos à altura da equipa. A confiança foi retomada já na parte final da prova e até deu lugar, na última especial, a super-especial, a alguns excessos, condicionando um melhor resultado na powerstage do Troféu Yaris Ecobasalto 2012, onde ambicionava a equipa somar o máximo de pontos, alcançando o terceiro lugar, a 3 décimas de segundo da equipa em segundo e a 5 décimas da vencedora. Deixar uma palavra de incentivo ao Luís Freitas/Ricardo Ferreira, assim como, aos esforçados, Gonçalo Freitas/Énio Andrade, que tiveram uma semana tremendamente difícil para conseguirem estar presentes, alcançando esse desiderato, ainda que tenham tido novo dissabor ao cair do pano, em plena super-especial.”

Gonçalo Freitas – “Foi um rali muito atribulado para a nossa equipa, começando já antes da prova ir para a estrada visto que tentamos fazer de tudo para resolver os problemas que tínhamos no carro. Não conseguimos por o carro a 100%, o que mais uma vez nos impediu de andar como queríamos. Minimizamos os “estragos” na pontuação ao fazermos o 4º lugar na prova o que nos faz manter o 2º lugar no trofeu…Vamos agora repensar o nosso futuro no campeonato e vermos o que conseguimos fazer daqui para a frente. Deixo uma palavra de agradecimento à minha equipa, Mestre Diamantino, ao Ruben, Toninho, Mestre pedro e a todos aqueles que me ajudaram e incentivaram antes, durante e depois da prova…em especial aos colegas do troféu! Obrigado a todos!”.

Daniel Capelo – “Foi mais um rali que conseguimos terminar, pudemos realizar o máximo de quilômetros possíveis, o que é sempre positivo. Começamos o Rali demasiado “relaxados”, que aliado a alguns problemas que estávamos a sentir a nível de potência do motor, não nos favoreceu. Na 2ª secção sabendo que estávamos a 9 segundos (sensivelmente) do Vítor Neves/Válter Serrão, numa luta entre o 5º e 6º lugar do Troféu, aproveitamos esse aliciante, para nos concentrar e motivar para a parte da tarde, conseguindo recuperar um 5º lugar final no Troféu. Em resumo, a nossa performance, foi sempre a melhorar uma vez mais, mas temos “muito trabalho de casa” pela frente, para conseguirmos obter melhores resultados. Vamos tentar no futuro melhorar em todos os aspetos, revendo a viatura e trabalhando melhor na equipa (piloto/co-piloto) para sermos mais objetivos. Para isto é muito importante o papel dos nossos patrocinadores, por isso um muito obrigado a todos eles sem exceção”.

Vítor Neves – “O fantasma, esse foi a minha maior luta durante todo o rali. Infelizmente o que nos aconteceu no último rali marcou-me e isso verificou-se nos cronos…as curvas que eram a fundo levantava o pé…Na ultima especial da 1ª secção apanhamos um valente susto numa direita rápida dentro da Meia Serra, o carro saiu de traseira derivado a um erro meu de trajetória por ser obrigado a fechar no fim. Só consegui apanhar alguma concentração na penúltima classificativa onde melhoramos 13 seg. à nossa 1ª passagem. O Válter já estava pronto para outra porque fartou-se de “gritar” para eu não levantar o pé mas depois apercebeu-se que não estava nas melhores condições, quer física quer psicológica. Chegamos ao fim o que foi bastante bom, brindamos todos os nossos patrocinadores com mais um pódio e a eles o muito obrigado. Agradecimento especial ao Francisco Tavares por nos ter fornecido uma peça fundamental ao bom funcionamento mecânico e assim tive-mos a viatura a 100%. A toda a minha equipa de mecânicos o meu muito obrigado, foram todos muito profissionais na análise detalhada em todos os parques de assistência. O próximo será melhor! Uma vez mais felicitações aos Irmãos Nóbrega pela vitória alcançada.”

Luís Freitas – “Não há muito a dizer a não ser que para nós foi muito frustrante ter desistido porque uma ficha da ventoinha se soltou e o carro começou a aquecer no antes do inicio da terceira especial e como a ventoinha direta também não funcionava, o carro aqueceu e não tinha acelerador. Por essa razão tivemos que desistir. O problema foi prontamente solucionado pelo nosso mecânico Marco…a quem desde já agradeço todo o trabalho que fez na assistência para solucionar o nosso problema, mesmo já tendo desistido, foi incansável. Em relação as especiais que fizemos, pudemos aprender um pouco mais ainda que por pouco tempo. Uma palavra de apreço ao Ricardo Ferreira pela ajuda que me deu a compreender um pouco mais os ralis e também pela maneira como me ensinou mais alguma coisas, pois com o seu trabalho trouxe uma mais-valia que era a sua experiencia. Um agradecimento especial a todos aqueles que direta ou indiretamente colaboram neste projeto, pois sem eles nada disto seria possível. Fica a promessa que no próximo rali la estaremos mais fortes e tentando sempre com o nosso melhor honrar todos os nossos patrocinadores. A todos eles sem exceção, o meu obrigado!”

Terminamos acrescentado que em termos pontuais, após esta prova, Marco Nóbrega lidera com 64 pontos, seguido de Gonçalo Freitas com 53 pontos e Ricardo Freitas com 45.

Texto: Press-Release Troféu Yaris Ecobasalto 2012

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