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Dakar 2014 arranca este domingo

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São mais de 400 equipas que no próximo domingo arrancam para a mais dura prova do desporto automóvel mundial. O Dakar repete o formato na América do Sul mas estreia uma passagem pela Bolívia, perfazendo a edição mais longa dos últimos anos.

Embora sem a ‘pureza’ de outros tempos, o magnetismo do Dakar continua o mesmo Os números de participantes não deixam dúvidas: 458 equipas validam o Rali Dakar como um dos eventos mais famosos e atrativos do mundo motorizado, prosseguindo na América do Sul a fórmula de aventura e competição que marcou a sua génese nos idos de 1978, em África, num conceito criado por Thierry Sabine quando este se perdeu no deserto. Hoje, o evento atingiu proporções gigantescas, quer em termos de meios e profissionalismo envolvidos quer no número e preparação dos concorrentes. O mediatismo da prova da ASO (Amaury Sport Organization) só é equiparável a eventos globais como as 24 Horas de Le Mans ou o GP do Mónaco de Fórmula 1. Sem os grandes construtores mundiais a investirem fortemente – como outrora fizeram Citroën, Peugeot, Mitsubishi ou Volkswagen, que contavam com um apoio bem mais declarado do que aquele que atualmente a BMW/MINI dá à X-Raid ou a Toyota dá à sua estrutura sul-africana -, o Dakar continua a ser um verdadeiro fenómeno desportivo, comercial e popular.

A América do Sul é o palco da competição pelo sexto ano consecutivo desde a anulação do Lisboa-Dakar de 2008, tendo em 2014 uma das edições mais extensas de sempre, com o pelotão dos automóveis a percorrer um total de 9.374 quilómetros, os camiões a percorrem 9.188 quilómetros e as motos/quads um total de 8.734. Em média, cada categoria terá que cumprir mais 50 quilómetros por dia do que na edição de 2013. A grande novidade é a passagem pela Bolívia para o pelotão das motos e quads, com aquele país a substituir o Peru num percurso partilhado com Argentina e Chile, deixando assim de fora uma das secções mais duras mas também mais apreciadas dos últimos anos.

Peterhansel, Al-Attiyah e Sainz favoritos

Desportivamente, os holofotes estão virados para as duas principais categorias, automóveis e motos, que este ano têm uma extensa lista de candidatos à vitória. Se o duelo KTM-Honda-Yamaha domina as atenções nas duas rodas (ler noutro artigo), a prova dos automóveis promete ser uma das mais abertas de sempre, embora os prognósticos apontem três antigos vencedores como os grandes favoritos: Stéphane Peterhansel, Nasser Al-Attiyah e Carlos Sainz. O veterano francês é o líder natural da experiente X-Raid, que continua a ser a equipa a bater com os MINI All4 Racing de motor biturbo Diesel. Peterhansel venceu as últimas duas edições e a ‘conta’ de triunfos no Dakar já vai em 11 (seis nas motos, cinco nos carros), o que o torna naturalmente no piloto a bater em 2014. Se aos 48 anos a rapidez já não é a mesma de outros tempos, Peterhansel é uma ‘velha raposa’ do Dakar e continua a ter nas mãos a mais recente evolução do MINI, que tenta manter-se na frente dos buggies a gasolina e tracção traseira, que, na prática, têm algumas benesses do regulamento, como por exemplo o sistema de enchimento dos pneus a partir do habitáculo.

No seio da própria X-Raid, Nani Roma era visto como o mais forte adversário de Peterhansel, já que o espanhol provou por diversas vezes ser mais consistente do que Krzysztof Holowczyc ou Orlando Terranova. Contudo, a hierarquia na equipa alemã alterou-se com a entrada-surpresa de Nasser Al-Attiyah, que decidiu abandonar o buggy que tinha construído para esta edição e pilotar o mais comprovado MINI, usando a sua rapidez e experiência para tentar bater Peterhansel com armas iguais.

Fora da X-Raid, a principal ameaça ao trio Peterhansel-Al-Attiyah-Roma vem do buggy SMG de Carlos Sainz, que foi exaustivamente testado pelo espanhol para se tornar numa máquina vencedora este ano. O protótipo construído pela equipa de Philippe Gache mostrou a sua rapidez ocasionalmente com Guerlain Chicherit em 2013, mas a fiabilidade sempre foi o calcanhar de Aquiles do buggy francês, algo que o metódico Sainz – o piloto que ajudou a construir carros como o Citroën Xsara ou o Volkwswagen Polo no WRC – quis fortalecer com diversos testes em Marrocos, tentando colocar-se ao nível dos MINI neste capítulo crucial dos Rally Raids.

Robby Gordon também não conseguiu resistir ao apelo do Dakar e vai alinhar com um novo buggy que substitui o saudoso Hummer entretanto vendido ao saudita Yazeed Al-Rahji, que estará ausente por lesão. Se o novo protótipo de Gordon for tão competitivo quanto o anterior, o norte-americano poderá finalmente lutar pela vitória até final… caso se mantenha a salvo de penalizações.

Outro buggy norte-americano, o da Eric Vigouroux Racing (EVR), será pilotado por Guerlain Chicherit e BJ Baldwin, apesar de ser uma incógnita em termos de performance pura, o mesmo acontecendo com as novas Ford Ranger com apoio da casa-mãe e construídas na África do Sul. As Ford Ranger serão pilotadas pelo argentino Lucio Alvarez (5º em 2012) e pelo sul-africano Chris Visser mas as pick-up mais competitivas deverão ser as Toyota oficiais, que voltam a ter em Giniel de Villiers um forte candidato ao pódio final. Vencedor em 2009 com a Volkswagen, de Villiers tentará melhorar o segundo lugar obtido na última edição, onde esteve imune a erros mas mesmo assim terminou a 37 minutos do MINI de Peterhansel.

Já o russo Leonid Novistkiy, terceiro classificado de 2013, é um dos grandes ausentes desta edição, abrindo mais um potencial lugar no top-10 a pilotos como o holandês Bernhard Ten-Brinke – agora com um motor Ford V8 no chassis Racing Lancer – ou os brasileiros Guilherme Spinelli e Reinaldo Varela, ambos ao volante dos Mitsubishi ASX com motor Aston Martin. E há ainda que contar com os Great Wall de Carlos Sousa e Christian Lavieille (ler em separado), que engrossam uma lista extensa e variada de aspirantes a um lugar nos dez primeiros.

Ler mais: http://autosport.pt/dakar-a-maior-aventura-do-mundo-comeca-domingo=f117045#ixzz2pGK1Ffak

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